
Por Sabrina Pacca
O SindimotoSP prossegue, nesta terça-feira (1) com a paralização e manifestação pacífica contra a precarização trabalhista que, segundo os membros da categoria, as empresas de aplicativos promovem no setor, entre as principais delas, o iFood. A paralisação se deu em todos os estados do Brasil, em maior ou menor quantidade.
A concentração foi na Capital, mas havia trabalhadores de todos os municípios do Estado, inclusive da Região do Alto Tietê. Saindo do Espaço Motoboy, em Alphaville, a manifestação seguiu para o McDonald’s, na Alameda Amazonas, onde 500 profissionais, entre motoboys, entregadores, ciclistas e outros, se manifestaram.
Na ocasião, várias lideranças do setor de motofrete e diretoria do SindimotoSP, discursaram a favor dos motoboys e relataram uma série de injustiças que, de acordo com eles, são praticadas pelas empresas que têm aplicativos de delivery. Em seguida, os manifestantes se dirigiram para a sede do Burguer King, na Alameda Tocantins, onde uma assembleia foi realizada decidindo quais outros endereços seriam visitados durante a paralisação.
Para os profissionais do setor, é essencial e urgente que as empresas de aplicativo de delivery definam o valor da taxa mínima por corrida a R$ 10,00; aumentem o valor do km rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; imitem para 3 km entregas feitas por bicicletas e garantam pagamento integral dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas.
“As empresas não podem deixar mais os entregadores na mão, precisam se conscientizar que a categoria possui leis que não podem ser desrespeitadas. Devem acabar com a precarização, assumirem seu papel social e serem justas com os trabalhadores”, disse o presidente do Sindimotosp, Gilberto Almeida dos Santos, o Gil.
O outro lado
A reportagem da Vanguarda pediu um posicionamento do iFood que afirmou respeitar o direito à manifestação pacífica e à livre expressão dos entregadores e entregadoras. ´Como empresa brasileira e ciente do seu papel na geração de oportunidades, desde 2021, nos dedicamos à criação de uma agenda sólida e permanente de diálogo com os entregadores parceiros e representantes da categoria, para o aprimoramento de iniciativas que garantam mais dignidade, ganhos e transparência para estes profissionais`, diz a empresa.
´Estamos atentos ao cenário econômico e estudando a viabilidade de um reajuste para 2025. É importante ressaltar que, nos últimos três anos, os ganhos dos entregadores foram aumentados de várias maneiras:
– 2023: Reajuste da taxa mínima em 8,3%, de R$6,00 para R$6,50, acima da inflação do período (3,74% pelo INPC).
– 2024: Introdução de adicional de R$3,00 por entrega extra em rotas agrupadas`.´O ganho bruto por hora trabalhada hoje no iFood é quatro vezes maior do que o ganho do salário mínimo-hora nacional. De 2022 até 2024, os ganhos líquidos médios por hora trabalhada na plataforma foram 2,2 vezes superiores ao salário mínimo-hora, de acordo com os custos apontados em pesquisa realizada pelo Cebrap em 2023.
Além disso, todos os entregadores parceiros do iFood têm acesso a seguro pessoal gratuito para casos de acidentes durante as entregas, planos de saúde, programas de educação, além de apoio jurídico e psicológico para casos de discriminação, assédio ou agressão sofridos pelos profissionais de delivery.
Ao mesmo tempo, reforçamos que é importante respeitar o funcionamento dos estabelecimentos parceiros e garantir a livre circulação de funcionários e da população em geral, conforme previsto na Constituição, sempre prezando por um ambiente seguro e livre de qualquer tipo de violência.
O iFood segue disponível para o diálogo com os entregadores na busca por melhorias para os profissionais e para todo o ecossistema`.














