terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Rodrigo Niemeyer/ CMMC

Legislativo aplaude os 93 anos da luta das mulheres pelo direito ao voto

Nesta quarta (26), a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou a Moção n. ° 23/2025, que concede “Votos de Aplausos e Congratulações” à “Luta das mulheres pelo voto e pela democracia plena”. O documento é de autoria das quatro parlamentares da Câmara de Mogi: Inês Paz (PSOL), Fernanda Moreno da Silva (MDB), Malu Fernandes (PL) e Priscila Yamagami (PP) que, aliás, presidiu momentaneamente a sessão porque o presidente Francimário Farofa (PL) foi recepcionar o ex-presidente da Casa de Leis, José Antônio Cuco Pereira, que fez uma visita.

O documento destaca a importância histórica do sufrágio feminino no Brasil, conquistado em 1932 após intensa mobilização de movimentos feministas e figuras emblemáticas como Bertha Lutz (diplomata e política brasileira), Carlota Pereira de Queirós (Médica e ex-deputada Federal) e Almerinda Gama (Primeira mulher negra na política).

Apesar dos avanços, a Moção ressalta que a sub-representação feminina na política brasileira ainda é um desafio. Atualmente, as mulheres constituem mais de 50% do eleitorado, mas ocupam menos de 15% dos cargos eletivos. A exclusão sistemática de mulheres negras, indígenas e periféricas é apontada como um obstáculo à equidade política.

Entre as medidas propostas para ampliar a participação feminina na política, o documento sugere o fortalecimento de mecanismos de democracia direta e participativa, financiamento público para candidaturas femininas e a implementação de cotas que contemplem mulheres negras e indígenas.

Inês Paz comentou sobre o tema em Plenário nesta tarde. “No dia 24, completou-se 93 anos do voto feminino. No início, o acesso ao voto era muito restritivo. O Brasil sempre está atrasado nos avanços sociais. A abolição da escravidão demorou mais do que nos outros países da América. O que vemos nos livros de história é um apagamento da participação das mulheres negras na luta do direito ao voto pelas mulheres. Somos mais de 50% da população e ocupamos menos do que 15% dos cargos eletivos. O machismo é estrutural, e os ambientes de poder e decisão são hostis à presença feminina. Mas nós vamos resistir”.

Coautora da propositura, Fernanda Moreno também discursou. “Somos a maioria do eleitorado, mas as mulheres não participam da política na mesma proporção. Houve avanços, mas ainda há muito mais para evoluir. Somos maioria no voluntariado, no trabalho e nos cuidados com a casa. É uma data para se comemorar, porém também para refletir”.

Priscila Yamagami foi mais uma a se manifestar. “É uma luta árdua. Passei por muitos momentos difíceis. Acho que poderia ser diferente. Precisamos muito de respeito, de sermos incluídas nas principais tomadas de decisão. Espero que essa participação aumente na Educação, na Saúde, nas reuniões importantes e na iniciativa privada. Sofremos violência de forma velada, não declarada. Por isso, peço a todos os vereadores que prestem atenção em pequenos gestos do dia a dia”.

Publicado em: 26 de fevereiro de 2025

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