
Por Sabrina Pacca
Não, caro leitor, você que foi convidado para a premier do filme que o prefeito Caio Cunha irá exibir, nesta segunda-feira, no Cinemark (veja nota no Insta), não vai ver essa notícia lá na telona. Essas denúncias, só a Vanguarda traz.
E não é que Cunha gastou, de janeiro a novembro deste ano, um total de 26,2 milhões apenas para pagar horas extras de funcionários? Sim, é exatamente isso que você está lendo: R$ 26 milhões, em 11 meses, só com horas extras.
A nossa reportagem apurou que desse total, R$ 14,7 milhões em horas adicionais foram pagos aos funcionários da Secretaria de Segurança Pública, especialmente à Guarda Municipal. Depois, no ranking de quem mais recebeu com horas extras, está a Secretaria de Educação, seguida da Secretaria de Saúde e Secretaria de Infraestrutura Urbana.
O próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo tem um entendimento, já concretizado, que há um limite para a realização e pagamento de horas extras porque é inadmissível que o chefe do Executivo trate o dinheiro público com tanto descaso, de forma imprópria.
Certamente, na hora de analisar a prestação de contas da Prefeitura de Mogi em 2024, o TCE irá levar isso em consideração e a probabilidade do prefeito Caio Cunha não ter as contas aprovadas é grande.
Será esse tipo de situação, no mínimo, reprovável, que a comissão de transição encabeçada pela prefeita eleita Mara Bertaiolli e seu vice, Téo Cusatis deverá enfrentar no próximo ano. Saberemos mais, nesta terça-feira (17), às 10 horas, quando haverá uma espécie de prestação de contas dos novos gestores sobre o que descobriram nesse pouco tempo em que tiveram acesso às informações do Município. Outros problemas graves só serão descobertos com o tempo e com uma investigação mais minuciosa.
O que já se pode prever é que Mara terá missões ingratas pela frente, como o preço da passagem de ônibus, até então subsidiada pela Prefeitura, mas que não tem previsão desse subsídio para 2025 porque o atual prefeito não colocou essa verba na Lei Orçamentária.
A população terá de ter bastante calma e entendimento de que esses últimos quatro anos, de uma gestão irresponsável, impactarão, profundamente, o futuro da Cidade.















