
A Prefeitura de Mogi das Cruzes iniciou os estudos para modernizar a merenda escolar da rede municipal, com foco em uma alimentação mais saudável, sustentável e segura. A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Alimentar Sustentável (PDAS) e teve sua primeira reunião de trabalho realizada nesta quarta-feira (8).

Secretário Renato Abdo comandou a reunião para tratar do tema (Foto: PMMC)
O encontro reuniu integrantes do Conselho Gestor e do Comitê Técnico, com representantes de diversas secretarias municipais, além de instituições parceiras como Fatec, Ibrahort (Instituto Brasileiro de Horticultura) e CNVEG (Comissão Nacional de Vegetais Frescos e Higienizados).
Novo modelo de alimentação escolar
A proposta do PDAS prevê a adoção de alimentos higienizados, processados e embalados para a merenda escolar. O objetivo é elevar o padrão nutricional, reduzir desperdícios e garantir maior controle sanitário em todas as etapas, desde a produção até o consumo.
Segundo a Prefeitura, o projeto está estruturado em três pilares principais: alimentação mais saudável, sustentável e segura.
“O município tem compromisso com a modernização da merenda escolar, garantindo mais qualidade para os alunos”, destacou o secretário de Agricultura e Segurança Alimentar, Renato Abdo.
Cronograma até 2026
Durante a reunião, foi definido o cronograma dos estudos, que devem ser concluídos até outubro de 2026.
O plano inclui três meses de análises presenciais em unidades escolares, com avaliação dos processos atuais de manipulação e preparo dos alimentos. Em seguida, haverá seis semanas de análise técnica conduzida pela Fatec, focada na viabilidade operacional e nos critérios de segurança alimentar.
Visitas técnicas e definição de produtos
Também estão previstas visitas técnicas às unidades que poderão servir de modelo para o projeto, com participação de representantes do Ibrahort, CNVEG e da Secretaria de Agricultura.
Outra etapa será a definição dos produtos que farão parte dos estudos, priorizando itens estratégicos da alimentação escolar.
A expectativa é que o novo modelo traga benefícios como alimentos mais nutritivos, redução de perdas e padronização dos processos.
Impacto na cadeia produtiva
Representantes das instituições parceiras destacaram os impactos positivos do projeto. O diretor executivo do Ibrahort, Manoel de Oliveira, afirmou que a iniciativa contribui para uma alimentação mais sustentável e organizada.
Já o presidente da CNVEG, Paulo Schinchariol, ressaltou o caráter inovador do programa, que integra eficiência, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
A professora da Fatec, Mariana Fraga, responsável pela análise técnica, destacou que o trabalho será voltado à garantia de padrões rigorosos de segurança dos alimentos.















