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Foto: Google Earth

Novo Pronto Socorro de Mogi: Tarcísio deve autorizar início das obras em março

Por Sabrina Pacca

O governador Tarcísio de Freitas deve assinar até o mês de março a ordem de construção do novo Pronto Socorro estadual em Mogi das Cruzes. A implantação da unidade é uma promessa reiterada pelo governador à população mogiana, mencionada em diversas agendas oficiais no município — a mais recente nas últimas semanas, durante sua passagem por Mogi para a posse da nova diretoria do Condemat.

O compromisso prevê a construção de um novo Pronto Socorro no terreno onde funciona o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, reforçando a estrutura estadual de urgência e emergência na região.

O vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Téo Cusatis, confirmou que a escolha do local segue um critério técnico indispensável: um Pronto Socorro de média e alta complexidade precisa, obrigatoriamente, de respaldo hospitalar.

“O Pronto Socorro precisa estar integrado a um hospital. Não existe PS sem retaguarda hospitalar, com acesso a UTI, centro cirúrgico, exames e leitos de internação. Por isso, a decisão é construir dentro do próprio complexo do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo”, afirmou Cusatis.

A proposta prevê a construção de um anexo hospitalar, integrado à estrutura já existente, garantindo agilidade no atendimento de casos graves e maior segurança assistencial.

Atualmente, todas as urgências e emergências de Mogi das Cruzes e da região que necessitam de atendimento em Pronto Socorro estão sendo encaminhadas para a Santa Casa de Mogi das Cruzes. A concentração dessa demanda tem provocado superlotação constante da unidade, que já opera no limite de sua capacidade.

Cusatis relembrou que, quando o Pronto Socorro do Luzia de Pinho Melo foi fechado, muitas pessoas passaram a ir nas UPAs municipais, que não possuem estrutura hospitalar completa para absorver atendimentos de alta complexidade.

Como consequência direta dessa sobrecarga, houve aumento no número de óbitos registrados nas UPAs, especialmente em casos que exigiam atendimento imediato e retaguarda hospitalar. As principais causas estão relacionadas a doenças pulmonares, cardíacas e vasculares, quadros que demandam exames avançados, suporte intensivo e, muitas vezes, internação imediata.

“As UPAs não são Pronto Socorro hospitalar. Elas cumpriram um papel emergencial, mas o sistema ficou desequilibrado, com reflexos graves”, afirmou o vice-prefeito.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes e o Governo do Estado já acionaram a SPDM para a realização de uma reunião técnica que deve definir o local exato no terreno do Luzia, o modelo de execução da obra e os ajustes contratuais necessários.

A proposta em análise prevê um aditivo contratual, no qual a SPDM ficaria responsável pela construção do novo anexo hospitalar em parceria com a Prefeitura. Com a assinatura da ordem de construção prevista para março, a expectativa é de que o novo Pronto Socorro alivie a pressão sobre as UPAs e a Santa Casa, reorganizando o atendimento de urgência e emergência em Mogi e em toda a região.

Publicado em: 27 de janeiro de 2026

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