
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, com 1.470 mulheres assassinadas — média de quatro mortes por dia. Os dados constam no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne registros de todo o país. A taxa nacional foi de 0,69 morte a cada 100 mil habitantes, patamar semelhante ao observado entre 2022 e 2024.
Diante do cenário, o Governo do Estado de São Paulo informou que tem ampliado, desde 2023, a estrutura de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência doméstica, por meio do movimento SP Por Todas. As ações envolvem segurança pública, saúde, assistência social e promoção da autonomia econômica das mulheres.
Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, São Paulo apresentou, em 2025, a menor taxa de feminicídios da região Sudeste, com 0,51 morte por 100 mil habitantes entre janeiro e novembro. No ranking nacional, o estado ocupa a segunda colocação, atrás do Amazonas e empatado com o Ceará. O consolidado anual deve ser divulgado ainda neste mês.
“Havermos reduzido a taxa não significa vitória. Não há o que comemorar enquanto uma única mulher ainda estiver em risco. O enfrentamento à violência doméstica é prioridade do Governo de São Paulo, tratado diariamente com ações concretas”, afirma a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
Monitoramento
Entre as medidas adotadas pelo estado está o monitoramento eletrônico de agressores. Atualmente, mais de 1.100 pessoas utilizam tornozeleiras eletrônicas por determinação judicial, e 112 foram presas por descumprimento das medidas impostas.
A gestão estadual também ampliou a rede de atendimento especializado, com crescimento de 54% no número de unidades voltadas ao atendimento policial às mulheres. São 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 170 salas DDM 24 horas em funcionamento.
O aplicativo SP Mulher Segura registra 42,7 mil usuárias ativas, com 1,6 mil boletins de ocorrência realizados e 6,9 mil acionamentos do botão do pânico, ferramenta voltada a mulheres com medida protetiva.
Autonomia e saúde
Na área de autonomia econômica, financiamentos concedidos por meio da Desenvolve SP, Banco do Povo e FEAP Mulher Agro somam R$ 515 milhões, beneficiando mais de 20 mil negócios liderados por mulheres. O Estado também concede auxílio-aluguel de R$ 500 mensais a mulheres vítimas de violência em situação de vulnerabilidade, com cerca de 4 mil beneficiárias em mais de 580 municípios.
Na saúde, foram realizados 9,4 milhões de exames preventivos, além de 994 mil consultas ginecológicas e 825 mil partos. O AME Mulher, inaugurado em 2023, já contabiliza mais de 52 mil consultas, 9,2 mil mamografias e 1,4 mil cirurgias.
Desde 2023, o Protocolo Não se Cale capacitou 135 mil profissionais de bares, restaurantes e eventos para identificação e encaminhamento de situações de violência. A meta é alcançar 350 mil profissionais até 2026.
SP Por Todas
O SP Por Todas é um movimento do Governo do Estado de São Paulo que reúne políticas públicas voltadas à proteção, acolhimento, saúde e autonomia das mulheres. As informações estão disponíveis no site oficial do programa.














