
Mogi das Cruzes recebeu, nesta quarta-feira (03/12), dois reconhecimentos nacionais do Ministério da Saúde pela qualidade das políticas materno-infantis: a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV e o Selo Prata de Boas Práticas rumo à eliminação da transmissão vertical da Sífilis. A cerimônia ocorreu no Teatro Pedro Calmon, em Brasília (DF), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de autoridades de todo o país.
Representaram o município o secretário adjunto de Saúde e Bem-Estar, Luiz Bot, a diretora da Rede Básica de Saúde, Juliana Matos, a médica infectologista Márcia Chebel e a enfermeira Daniela Alves Marins, coordenadora do PMIST/AIDS de Mogi das Cruzes.
Reconhecimento nacional
A certificação foi concedida após avaliação da Comissão Nacional de Validação (CNV), que analisou indicadores, fluxos assistenciais, documentos técnicos e realizou visita in loco em junho de 2025. O município comprovou taxa zero de transmissão vertical do HIV e ausência de casos em crianças, atendendo ao critério máximo de eliminação. No caso da sífilis congênita, Mogi alcançou taxa de 2,6 por mil nascidos vivos, dentro do parâmetro para o Selo Prata, que exige índice igual ou inferior a 5,0 por mil.
Os resultados refletem avanços em vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, acesso ao pré-natal, tratamento oportuno e integração entre os serviços da rede municipal. Segundo o relatório da equipe nacional, Mogi se destacou pela vigilância ativa e integrada; pelos fluxos consolidados entre Atenção Primária, assistência especializada, maternidade e laboratório; pela testagem universal para HIV, sífilis e hepatite B; pela cobertura de pré-natal de 95% com quatro ou mais consultas; e pelo tratamento imediato de sífilis na rede básica.
A maternidade do município também foi reconhecida por práticas como uso de AZT no parto, cabergolina no pós-parto, disponibilização de fórmula láctea até 1 ano para crianças expostas ao HIV e aplicação da vacina contra hepatite B nas primeiras 24 horas. Outro ponto destacado foi o acolhimento a populações vulneráveis, incluindo ações voltadas à população em situação de rua e atendimento especializado realizado pela Casa de Acolhimento Maria Madalena.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, afirmou que a certificação reflete o trabalho conjunto da rede. “A conquista simboliza o esforço de gestores, profissionais e da sociedade pela proteção da vida e pela promoção de uma saúde pública de alta qualidade”, destacou.
O secretário adjunto Luiz Bot reforçou que a certificação representa o compromisso da cidade com políticas baseadas em evidências. “É o resultado de um trabalho contínuo, técnico e corajoso, realizado por profissionais que acreditam que cuidar de mães e bebês é proteger o futuro da cidade”, afirmou.
Para a diretora da Rede Básica de Saúde, Juliana Matos, o reconhecimento confirma a efetividade do modelo adotado pelo município. “Conquistar a eliminação da transmissão vertical do HIV e o Selo Prata na Sífilis confirma que nosso modelo de cuidado funciona. É a prova de que uma rede integrada, bem organizada e comprometida transforma realidades e salva vidas todos os dias”, completou.
Com a certificação, Mogi das Cruzes passa a integrar o grupo de municípios líderes no país na eliminação da transmissão vertical de doenças. O reconhecimento reforça a efetividade da rede municipal de saúde, a robustez da vigilância epidemiológica e o compromisso com a proteção de gestantes e recém-nascidos.














