
Por Sabrina Pacca
Na manhã desta quinta-feira, o auditório da Prefeitura de Mogi ficou lotado para um manifesto contra a cobrança do pedágio. Além da prefeita Mara Bertaiolli e do vice, Téo Cusatis, vereadores, políticos de diferentes partidos, entidades sociais e jornalistas puderam acompanhar a leitura e assinatura de uma carta que será entregue ao governador Tarcísio de Freitas para demonstrar que ele esteve totalmente equivocado quando assinou o contrato com a Artesp para a implantação dos pórticos em Mogi e que permanece equivocado quando não atende o apêlo da população, não só mogiana, mas como de toda a Região do Alto Tietê, que já tem três milhões de habitantes, para que não haja a cobrança desse pedágio.
Durante a campanha para o Governo do Estado, Tarcísio esteve em Mogi das Cruzes, pediu votos e afirmou categoricamente que não implantaria o pedágio na Mogi-Dutra e na Mogi-Bertioga.
Depois de eleito fez exatamente o contrário do que prometeu, ignorando o compromisso assumido com a população. A medida é vista como uma afronta aos moradores de Mogi e de todo o Alto Tietê, que dependem diariamente das rodovias para trabalhar e viver.
Se mantiver essa decisão, Tarcísio corre o sério risco de perder o apoio político e popular da região. O recado é claro: Mogi não esquece promessas quebradas e exige reparação para que ninguém pague para circular dentro de seu próprio município.
Leia a íntegra da carta:
Carta Aberta da cidade de Mogi das Cruzes contra o pagamento de pedágio na Mogi-Dutra pelos mogianos
Nós, cidadãos mogianos, representantes dos poderes Executivo e Legislativo, da sociedade civil, entidades empresariais, associações de trabalhadores, instituições comunitárias e todos aqueles que amam nossa Mogi das Cruzes nos unimos, com muita responsabilidade, seriedade e compromisso, com toda a nossa cidade, num manifesto único de profunda preocupação diante da cobrança de pedágio na Rodovia Mogi-Dutra para os mogianos e mogianas.
A instalação desse equipamento é resultado de um contrato de concessão, assinado em 2024. Mas, esta cobrança não é apenas um valor a mais no bolso de cada cidadão. Ela representa um obstáculo real à vida cotidiana das famílias mogianas, dos trabalhadores, dos estudantes e dos empresários que dependem diariamente desta “avenida” para se deslocar, produzir, estudar, trabalhar e cuidar de suas famílias.
A Mogi-Dutra, para nós mogianos e mogianas, é uma avenida. Até porque foi construída com recursos da própria Prefeitura Municipal na década de 70 e por muitos anos ficou sob a administração do Município.
É por ela que passam todos os dias, moradores de bairros locais, ônibus do Transporte Público Municipal, incluindo Transporte Escolar dos alunos das Rede Pública Municipal, Estado e até mesmo particular.
Possui comércios e prestadores de serviços, os quais somente são acessados por esta via. Um exemplo que podemos citar, além dos estabelecimentos locais, é o Outlet Shopping Premium, onde muitos mogianos e mogianas fazem compras, fortalecem o empreendedorismo e contribuem com a geração de empregos.
Mogi das Cruzes é uma cidade que trabalha, produz, acolhe e cresce. É uma cidade que investe em educação, saúde, infraestrutura e oportunidades para todos. Não podemos aceitar que a população seja penalizada por uma decisão, considerada como um dos maiores equívocos da história de 465 anos da nossa cidade e que ignora a realidade do município e das pessoas que a constroem todos os dias.
Por isso, unimos nossas vozes, nossos esforços e nossa determinação para dizer, com clareza:
- Não à cobrança de pedágio para os mogianos na Mogi-Dutra.
- Não à penalização de Mogi das Cruzes e de seus cidadãos.
- Sim a um futuro justo, acessível e próspero para todos.
Por nossos direitos constitucionais de ir e vir, pelo futuro das nossas famílias, pela cidade que amamos, reafirmamos o enorme erro que é cobrar do mogiano para entrar e sair da sua própria “casa”.














