
Por Sabrina Pacca
O número de multas de trânsito aplicadas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) disparou em Mogi das Cruzes, neste ano, e vem gerando uma onda de reclamações entre motoristas e motociclistas, especialmente nas redes sociais. Dados oficiais do órgão, levantados pela reportagem da Vanguarda Alto Tietê, mostram que, entre janeiro e agosto de 2025, foram aplicadas 9.303 autuações na cidade, contra 6.364 no mesmo período de 2024, o que representa um aumento de 46,2%. A Polícia Militar, que faz a fiscalização nas ruas, é apontada pela população como a principal responsável pela alta.
Durante todo esse mês, não faltaram reclamações sendo postadas por páginas de notícias de Mogi. Uma mais recente, por exemplo, deu conta de que o cidadão havia sido multado por ter ultrapassado o carro da polícia que fazia uma ronda. Em outro caso, o reclamante, que é motorista de aplicativo, disse que foi multado por estar com o pisca-alerta ligado, a espera de um passageiro. Uma fiscalização constante estava sendo feita também no cruzamento das ruas José Bonifácio e Doutor Deodato Wertheimer, segundo os motoristas, que alegam, sempre, não terem cometido as falhas apontadas pelos policiais nos documentos.
De acordo com o Detran, a intensificação da fiscalização, que tem como objetivo aumentar a segurança viária e reduzir acidentes, foi feita de forma generalizada e não somente em Mogi. As estatísticas apontam que alguns tipos de infração continuam liderando o ranking, como o licenciamento irregular do veículo e o não uso do cinto de segurança. Em 2024, as cinco principais autuações foram: veículo não licenciado (750 multas), condutor sem cinto de segurança (695), dirigir manuseando o celular (583), dirigir sem habilitação (467) e uso irregular de capacete (347).
Já em 2025, a lista sofreu alterações. O veículo não licenciado segue na liderança, mas com um salto para 1.293 autuações. Em seguida aparecem o não uso do cinto de segurança (830), dirigir sem habilitação (712), manusear o celular ao volante (507) e, como novidade no “top 5”, a condução de veículo com descarga livre, ou seja, escapamento adulterado e sem silenciador, com 462 registros. A inclusão dessa infração reflete uma preocupação crescente das autoridades com o barulho excessivo e os riscos provocados por motocicletas com escapamentos modificados.
A Vanguarda questionou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo a respeito dessas reclamações e do aumento das multas, mas até o fechamento da reportagem não houve resposta.

















