
Por Sabrina Pacca
A vereadora Priscila Yamagami Kahler (PP) conquistou uma vitória importante na Justiça Eleitoral de Mogi das Cruzes. A 74ª Zona Eleitoral rejeitou a ação movida pela coligação “Coragem para Fazer a Diferença”, liderada pelo ex-prefeito Caio Cunha (PODE), que pedia a cassação de seu diploma sob a acusação de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.
A denúncia alegava que duas colegas de partido de Priscila — Ingrid Schonhardt Ayoroa e Daniela Morais Mello Freire — teriam se candidatado apenas de forma fictícia para cumprir o percentual mínimo de mulheres exigido pela lei eleitoral. A ação também apontava o dirigente partidário Jeferson Martins Borges como articulador da suposta manobra.
Na sentença, o juiz eleitoral Fabrício Henrique Canelas considerou que não houve fraude. As candidatas apresentaram provas de campanha, como distribuição de santinhos, uso de redes sociais, participação em reuniões e contratação de mobilizadores de rua. Testemunhas confirmaram que ambas estiveram ativamente envolvidas no pleito, mesmo tendo obtido baixa votação.
Com isso, o magistrado rejeitou os pedidos de anulação dos votos do PP, de cassação do diploma de Priscila e de inelegibilidade dos demais envolvidos. A decisão assegura o mandato da vereadora, que segue na Câmara Municipal fortalecida pela vitória judicial.














