
Silvia Chimello
A previsão de fortes chuvas para esta semana ainda não se confirmou e o nível das represas do Sistema Produtor do Alto Tietê (Sipat) voltou a cair, acendendo um alerta para a possibilidade de crise hídrica na região. Os reservatórios de Jundiaí, Biritiba, Ponte Nova, Taiaçupeba e Paraitinga, que ajudam a abastecer a Grande São Paulo, estão operando com apenas 29,9% da capacidade, contra 53,9% registrados no mesmo período do ano passado. A redução preocupa porque a estiagem persiste e a pluviometria medida nesta quinta-feira (13,1 mm) é muito inferior à de 2024 (36,3 mm).
Diante do cenário, a Sabesp iniciou nesta semana um sistema de racionamento em toda a Região Metropolitana, reduzindo a pressão da água diariamente, das 21h às 5h. A medida, segundo a empresa, é preventiva, temporária e segue recomendação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), com o objetivo de diminuir perdas e preservar os reservatórios.
Em Mogi das Cruzes, o Semae monitora a situação do Rio Tietê, de onde vem parte da água que abastece a cidade. O nível na Estação Pedra de Afiar está em 1,34 metro — abaixo dos 1,65 m de agosto de 2024, mas ainda considerado adequado para captação. Por isso, a autarquia não prevê racionamento por enquanto, já que responde à Ares-PCJ, que não emitiu recomendações.
“Tomamos conhecimento de que a Arsesp fez essa recomendação para a Sabesp, porém o Semae não responde à Arsesp, mas à Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ), que não fez nenhuma recomendação a respeito. Portanto, no momento, não há previsão de redução de pressão ou qualquer outra medida emergencial na área de abastecimento da autarquia”, esclarece o órgão .
Mesmo assim, o Semae reforça a importância do consumo consciente. O alerta, segundo a autarquia, é permanente, sobretudo nos meses mais quentes do ano que se aproximam, em que o consumo é mais elevado.














