
Por Maria Salas
O nadador paralímpico Caíque Aimoré, de 32 anos, de Mogi das Cruzes, foi convocado pela Confederação Brasileira de Desportos para Deficientes Intelectuais (CBDI) para mais uma vez defender o Brasil no Mundial de Natação Virtus, que será realizado em Bangkok, na Tailândia, entre os dias 24 e 30 de agosto. A delegação brasileira embarca já nesta terça-feira (19).
Único representante da classe II2 (para atletas com Síndrome de Down), Caíque integrará a seleção ao lado de outros seis nadadores convocados pela CBDI. Experiente, ele carrega no currículo: 55 medalhas em mundiais, sendo 31 de ouro, além de ser heptacampeão mundial nos 100m livre e recordista mundial nos 200m livre em sua categoria.
“A expectativa é muito boa! Quero fazer o meu melhor, melhorar meus tempos e chegar bem nas finais. Treinei para isso”, afirma o atleta mogiano.
Caíque disputará oito provas na competição: 50m, 100m e 200m livre; 50m e 100m costas; 50m e 100m peito; e 50m borboleta.
Trajetória
Apaixonado pela natação desde cedo, Caíque começou a praticar natação aos seis anos. Aos 10 anos, passou a competir e logo colecionar medalhas. Aos 15 anos, conquistou um troféu de terceiro lugar como melhor atleta da região, competindo contra nadadores sem deficiência, feito que chamou a atenção da família para o seu potencial.
O diagnóstico de Síndrome de Down, recebido aos 16 anos, foi um desafio, mas também um divisor de águas. “Desde o meu nascimento, houve várias tentativas para ser ter um diagnóstico correto, mas isso só ocorreu aos 12 anos. Contudo, eu só compreendi que tinha a Síndrome de Down aos 16 anos. Quando a minha mãe, Denise, me contou, demorei um pouco para entender. Só conheci outras pessoas com a Síndrome de Down quando passei a competir no paralímpico. Aos poucos, fui descobrindo a minha própria história por meio das notícias relacionadas às minhas conquistas.”, diz Caíque. Foi nesse período que ele migrou para o paradesporto. Logo na primeira competição, conquistou uma medalha de bronze, resultado que o motivou a se preparar para o alto rendimento.
Hoje, além de seus feitos no Brasil, já representou o País em diversas cidades ao redor do mundo, e conquistou títulos importantes em Quito (Equador), Loano e Florença (Itália), Truro (Canadá), Coimbra e Albufeira (Portugal), Morelia e Águas Calientes (México). Agora, em Bangkok, ele busca ampliar ainda mais o número de medalhas: “Quero representar bem o meu Brasil”.
Com uma carreira marcada por superação e vitórias, Caíque se inspira em grandes nomes da natação brasileira, como Gustavo Borges, Fernando Scherer, Cesar Cielo, Thiago Pereira e Daniel Dias.


















