terça, 27 de janeiro de 2026 Anuncie
Vanguarda Alto Tietê
Foto: Divulgação

Ex-presidente do Náutico e atual tesoureiro, Furlan alega surpresa, mas fatos desmentem versão

Por Sabrina Pacca

O vereador Marcos Furlan (Podemos), ex-presidente e atual tesoureiro do Clube Náutico Mogiano, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que foi “pego de surpresa” com a decisão da Prefeitura de Mogi das Cruzes que declarou de utilidade pública a área do clube, abrindo caminho para a desapropriação do terreno e implantação de um grande parque municipal, conforme noticiou a Vanguarda Alto Tietê, na última sexta-feira, com exclusividade.

No entanto, apuração da nossa reportagem revela que Furlan não poderia desconhecer a situação. Ele é vereador e o decreto municipal foi publicado em diário oficial e no Portal da Transparência. Além disso, Furlan é personagem principal de toda a ação ocorrida com relação ao Náutico. Parte do terreno chegou a ser leiloada judicialmente em 26 de junho deste ano, arrematada por R$ 2,2 milhões pela empresa Fabergé Prime Ipiranga SPE Ltda. A intenção da diretoria era usar o valor recebido para o pagamento de processos trabalhistas e outras dívidas do clube, incluindo pendências da Faculdade do Náutico.

Formados, mas sem diplomas

Há relatos de alunos da faculdade que enfrentam dificuldades para obter seus diplomas de graduação. A reportagem falou com alguns deles, que preferiram não se identificar temendo represálias. Se formaram há anos e ficaram muito tempo sem o diploma, o que os prejudicou no mercado de trabalho.

Também no site Reclame Aqui, há registros dos estudantes que se formaram em 2020 e 2021, mas até fevereiro de 2025 não haviam recebido seus diplomas, apesar de diversas tentativas de contato com a instituição.

Em alguns casos, a faculdade alegava que a USP seria responsável pelo registro e emissão do documento. No entanto, ao entrarem em contato com o setor da USP, os alunos não obtiveram esclarecimentos satisfatórios. Todas essas pendências ocorreram durante a gestão de Furlan como presidente e gestor da faculdade, que ele ainda é, segundo o MEC.

Em contato com a USP, a mesma respondeu que ´faz o registro dos diplomas emitidos por instituições privadas que não têm autonomia para registrar os próprios diplomas, conforme estabelece a legislação do MEC. É cobrada taxa de registro, cujo valor é de R$200,00 por diploma`. Apesar das mensalidades estarem sendo pagas, pelos alunos, a Faculdade não conseguia arcar com os custos dos diplomas, acumulados.

Mais um problema: segundo o Ministério da Educação, a Faculdade do Clube Náutico, inclusive, teve a suspensão do Prouni e do Fies, por não preenchimento do último Censo, uma questão burocrática básica, que deveria ser feita pela diretoria, ainda comandada por Furlan, como consta do documento do MEC.

Procurado pela reportagem da Vanguarda Alto Tietê, na sexta-feira, para falar sobre a notícia da desapropriação do Náutico e demais problemas, o vereador não se manifestou oficialmente. Ele se recusou a dar entrevista, alegando que não poderia falar por uma determinação do presidente do Clube, Guerino Bertaiolli Junior, que, por sua vez, iria emitir uma nota. Porém, no domingo, divulgou um vídeo em suas plataformas digitais, onde reforçou a alegação de surpresa com a decisão do município e destacou que tudo estaria correndo bem, que o Náutico seguia com suas atividades normais, inclusive a faculdade.

Leia a nota oficial publicada pelo Náutico em suas redes sociais:

´Em relação à notícia recentemente veiculada em canais de mídias digitais, a Diretoria do Clube Náutico Mogiano comunica que foi surpreendida com a informação de que a Administração Municipal decidiu desapropriar o Clube, reforçando que aguardará a Notificação Oficial.

Reiteramos que seguimos trabalhando para preservar:
• Os mais de 40 empregos diretos atualmente mantidos pela Instituição;
• Os empregos indiretos as parcerias firmadas e locatários que atuam na Entidade;
• A comunidade acadêmica e o ensino tradicional da Faculdade do Clube Náutico;
• Os associados que usufruem normalmente das atividades de lazer e entretenimento;
• Toda a agenda de eventos e locações, respeitando rigorosamente os contratos vigentes.

Sabemos que todo esse processo poderá levar muitos anos e o Clube Náutico Mogiano continuará trabalhando firmemente em prol do Associado, da Comunidade Acadêmica e de todos seus Colaboradores, parceiros, locatários e projetos sociais no paradesporto, fisioterapia, atletismo, entre outros.

Importante registrar que nosso balanço anual apresentado todos os anos ao Conselho Deliberativo sempre apresentou dívidas que por décadas a Instituição trabalhou para sanar ou amenizar.

Portanto, essa decisão do Município surpreende vários ex-colaboradores, que aguardam a quitação de suas ações trabalhistas e tinham a legítima expectativa de receber seus créditos ante o leilão realizado de um imóvel destinado à quitação total dessas ações, cujos valores já depositados nos autos, aguardam apenas a liberação.

O Clube Náutico Mogiano sempre buscou meios de equacionar tais obrigações, dentro de sua realidade financeira e em conformidade com as determinações judiciais.

Reforçando que a intenção sempre foi e será colaborar com nosso Município através de diálogo e respeito mútuo, colocando-nos à disposição para qualquer ação para o bem de Mogi das Cruzes.`.

Publicado em: 18 de agosto de 2025

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