
Por Sabrina Pacca
A Prefeitura de Mogi das Cruzes irá desapropriar toda a área de mais de 65 mil metros quadrados do Clube Náutico Mogiano, afundado em dívidas milionárias, impagáveis, que foi para leilão por diversas vezes.
A ideia, pelo que apurou a Vanguarda Alto Tietê, é transformar o local em um novo e grande parque público, devolvendo para a Cidade aquilo que, na década de 1930, era usado verdadeiramente pelo povo.
A prefeita Mara Bertaiolli (PL) teria assinado já um documento jurídico garantindo que toda a área passe a ser de interesse público, o que impossibilita qualquer venda do terreno e de suas benfeitorias por leilão, por exemplo.
A Vanguarda apurou, ainda, que o Executivo temia a venda em leilão, como estava previsto desde 2021 (foram muitos leilões realizados desde então e entraves colocados pelas diretorias do Clube na Justiça para tentar brecar o processo) para algum empreendimento imobiliário.
Seria uma perda imensa para o Município, que tem em sua memória afetiva, os cochos no Rio Tietê de onde os nadadores usufruíam da estrutura ou até mesmo na parte cultural, visto que centenas de artistas de renome já fizeram shows no Clube Náutico, no ginásio.
Também seria lamentável para o meio ambiente, já que o Tietê passa na área do clube e é necessária um urgente projeto de recuperação daquele local.
O novo parque público contará também com uma piscina olímpica, além de uma semi-olimpica e infantil; ginásio poliesportivo coberto, quadra de tênis, campos de futebol, pista de corrida, churrasqueiras, playground, além do salão social com capacidade para 1.400 pessoas e que esperamos que seja mantido para grandes eventos ali.
Uma retomada da vida de lazer e entretenimento em Mogi, não só durante o dia para o esporte, mas também à noite, para que os trabalhadores e trabalhadoras possam usufruir além do expediente e para que os grandes shows voltem a ser feitos na Cidade, por exemplo. Também há o prédio da faculdade e da escola, que entram nesse processo.
A desapropriação ainda seria uma forma de proteger os atuais associados que, na cobrança dessa dívida imensa na esfera federal, poderiam ter de arcar com isso, juridicamente.














