
Produtores rurais de Mogi das Cruzes estão concorrendo a recursos do Governo do Estado de São Paulo por meio do programa SP Produz. Com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Segurança Alimentar, e de instituições como Sebrae, Sindicato Rural e CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), foram formados quatro grupos de Cadeias Produtivas Locais, compostos por agricultores e empreendedores de diferentes setores.
Os grupos representam as áreas de fungicultura (cultivo de cogumelos), hortaliças, pecuária leiteira e turismo rural. Cada um deles poderá ser contemplado com valores entre R$ 250 mil e R$ 750 mil, destinados a investimentos na produção, na valorização dos produtos e na abertura de novos mercados.
A organização dos grupos é fruto de uma articulação técnica e coletiva, com foco em planejamento, capacitação e modelo de gestão. A proposta também prevê a adoção de práticas como rastreabilidade, certificação de origem, sustentabilidade e agroecologia – cada vez mais exigidas pelo mercado e valorizadas no setor agropecuário.
Segundo o secretário municipal de Agricultura, Renato Abdo, a organização dessas cadeias é resultado de um trabalho técnico e coletivo. “Estamos criando um novo modelo para o campo em Mogi, baseado na união, capacitação e planejamento. Isso traz mais oportunidades para o pequeno produtor e mais força para o setor rural da cidade.”
A secretária-adjunta da pasta, Mariana Fraga, destaca que essa iniciativa vai além de um projeto pontual. “O produtor de hoje precisa pensar como gestor, planejar, inovar. Por isso, a governança dos grupos é tão importante: ela ajuda a tomar decisões estratégicas e atender às exigências do mercado.”
O técnico responsável pela mobilização dos produtores, Allan Granchamps, também destaca o avanço. “Conseguir reunir quatro cadeias produtivas em pouco tempo mostra o quanto o setor está mais unido e preparado para crescer com responsabilidade.”
Agora, os grupos seguem na etapa de seleção do programa SP Produz. Se forem aprovados, Mogi das Cruzes poderá entrar em um novo ciclo de desenvolvimento rural, com mais oportunidades para quem vive e trabalha no campo.














