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Fotos: Júlia Barreira

Prefeita de Mogi, Mara Bertaiolli, recebe servidoras com fibromialgia e propõe agenda de acolhimento

Por Maria Salas

Na tarde desta quarta-feira (23), a prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli, recebeu em seu gabinete um grupo de servidoras da rede municipal de ensino diagnosticadas com fibromialgia. O encontro, marcado por escuta, foi o primeiro de uma série de reuniões, proposta pela própria prefeita, que visa construir políticas públicas mais sensíveis às necessidades dessas profissionais. Estiveram presentes na reunião a secretária da Mulher, Lívia Bolina; a secretária da Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi; a chefe de Gabinete da Prefeita, Neusa Marialava; e os vereadores Tonhão de Jundiapeba e Clodoaldo de Moraes. O presidente da Câmara de Mogi, vereador Francimário Vieira, o Farofa, esteve presente no início do evento, mas teve de se ausentar por já ter outro compromisso. A vereadora Priscila Yamagami foi representada pelo seu chefe de Gabinete, Thiago Batalha.

Sensibilizada com o relato e a mobilização das servidoras, a prefeita Mara Bertaiolli destacou a importância de escutar diretamente as profissionais que lidam diariamente com os impactos da fibromialgia. “Essa causa não é só uma causa de vocês, agora também é da nossa gestão. Quando soube da situação, disse que não é possível que ninguém esteja cuidando disso. Conversei com a secretária Lívia Bolina, que acolheu prontamente a proposta, e com a secretária Rebeca Barufi. O que vocês trouxeram de informações precisa ser transformado em ação concreta”, afirmou a prefeita.

A mobilização teve início a partir de uma pesquisa realizada pela servidora Graziele Eroles, que identificou 51 mulheres com fibromialgia atuando na Educação Municipal – entre Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), Auxiliares de Desenvolvimento da Educação (ADE), Agentes Escolares, Auxiliares de Serviços Gerais (ASG), professoras, profissionais da gestão escolar, fonoaudiólogas, dentre outras. A partir desse levantamento, Graziele articulou a criação de um grupo de acolhimento e buscou apoio de parlamentares como o vereador Clodoaldo de Moraes e da secretária Lívia.

As servidoras tiveram a oportunidade de expor as suas dores e dificuldades que enfrentam no dia a dia, não só no trabalho, mas como também na vida pessoal. “Essa primeira conversa foi um passo importante, e vamos continuar. Quem está na ponta, lidando com crianças e famílias, precisa estar bem. E nós estamos aqui para garantir que isso aconteça”, diz a prefeita Mara.

Durante a conversa, foram levantadas propostas como a possibilidade de atendimento psicológico, acesso facilitado a medicamentos e acompanhamento médico, além da sugestão de encontros mensais para escuta ativa e encaminhamentos. A prefeita enfatizou o compromisso da administração com o bem-estar das servidoras: “Eu não tenho a dor de vocês, mas tenho o olhar sensível e a mão estendida. Essa é política que gosto de fazer, a de ajudar quem mais precisa, com respeito, dignidade e parceria.”.

A secretária da Saúde, Rebeca Barufi, também destacou o papel da gestão em garantir acolhimento: “Estamos aqui para escutar as vivências de vocês, entender suas necessidades e construir um caminho em conjunto. Essa escuta vai orientar nossas próximas ações”.

O vereador Clodoaldo de Moraes destacou a importância de políticas públicas voltadas à condição: “Esse movimento foi retomado com força na nova gestão. Vamos avançar com propostas como o projeto de lei para garantir atendimento prioritário às pessoas com fibromialgia tanto na rede pública quanto na rede privada.”.

Por fim, a secretária Lívia destacou a escuta empática proporcionada na tarde desta quarta: “A partir de hoje damos início a um novo momento em que nós, sabendo quais são as demandas das servidoras fibromiálgicas, poderemos agir de forma que elas sejam vistas da maneira que precisam, com amor e respeito. Estamos muito felizes com essa inauguração de novos tempos.”.

Parte do grupo das servidoras fibromiálgicas de Mogi com o vereador Clodoaldo de Moares


O que é fibromialgia?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia. De cada 10 pacientes com a doença, sete a nove são mulheres. No entanto, a síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças.

A fibromialgia é uma doença que causa dor em todo o corpo, principalmente nos músculos e tendões. A síndrome também provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, cansaço excessivo e depressão.

A síndrome pode aparecer depois de eventos graves como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção. O motivo pelo qual pessoas desenvolvem a fibromialgia ainda é desconhecido. No entanto, suspeita-se que a doença seja provocada por fatores genéticos, neurológicos, psicológicos ou imunológicos.

A dor é um sintoma predominante na fibromialgia, por isso os pacientes relatam redução significativa na qualidade de vida e na capacidade de realizar atividades comuns do dia a dia.

Publicado em: 23 de julho de 2025

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